XII Domingo do tempo comum – 23/06/2019

 

EU CREIO, NÓS CREMOS!

 

+ Dom Sergio da Rocha

Cardeal Arcebispo de Brasília

 

E vós, quem dizeis que eu sou? (Lc 9,20) é a pergunta que Jesus faz ao apóstolo Pedro, dirigida também a nós. Hoje, assim como acontecia naquele tempo, há muitas ideias a respeito de Jesus que não condizem com o Evangelho. Os próprios discípulos foram crescendo no conhecimento de Jesus Cristo, convivendo com ele e ouvindo a sua palavra. De fato, nós conhecemos uma pessoa na medida em que vamos convivendo com ela. A fé em Cristo, manifestada por Pedro, é sempre dom de Deus. É somente por graça de Deus que podemos repetir, de coração, a profissão de fé de Pedro: tu és o Cristo de Deus! Para responder a pergunta de Jesus necessitamos estar animados pelo “espírito de graça e de oração”, prometido por Deus, conforme a profecia de Zacarias (Zc 12,10).

Contudo, o dom da fé deve ser acolhido num caminho de discipulado. A fé em nossos corações vai se iluminando e fortalecendo ao longo de nossa vida de discípulos de Jesus, que nos chama a segui-lo até o calvário. A fé vai crescendo e amadurecendo na medida em que participamos da comunidade dos discípulos, que é a Igreja. Não há como dizer “eu creio” sem dizer, com a Igreja, “nós cremos”! Por isso, conhecemos a Jesus, com a Igreja e através da Igreja.

Após a resposta de Pedro, Jesus fala de sua paixão e morte na cruz, referindo-se também à cruz na vida dos seus discípulos. As palavras dele a respeito da cruz ocupam grande parte da narrativa. Uma das concepções errôneas sobre o Messias, muito difundida naquele tempo, era considerá-lo como um rei poderoso à semelhança de tantos outros reis deste mundo, excluindo-se os sofrimentos e a doação da vida. Jesus é o Messias servo que doa a própria vida. Para uma compreensão justa a respeito do Messias, os discípulos deveriam passar pela experiência da cruz e pela acolhida do dom do Espírito Santo. Hoje, há muitos que querem excluir a cruz de Cristo para poder excluí-la da própria vida, esquecendo-se que o Ressuscitado traz em seu corpo glorioso as marcas da paixão. Ao afirmar, com Pedro e a Igreja, que Jesus é “o Cristo de Deus”, é preciso dispor-se a caminhar com ele rumo ao Calvário. E, assim como ele fez, somos chamados a doar a vida pelos irmãos.

Na próxima sexta feira, solenidade do Sagrado Coração de Jesus, acontece a manhã de oração pela santificação dos sacerdotes, na Catedral, a partir das 8 h, encerrando-se com a missa, às 12:15 h. No próximo domingo, 30 de junho, estaremos celebrando a solenidade de S. Pedro e S. Paulo, ocasião em que se comemora o Dia do Papa. Na Catedral de Brasília, será celebrada a missa, às 10:30 h, por Dom Giovanni D’Aniello, Núncio Apostólico no Brasil. Participe! Reze pelos nossos sacerdotes! Reze pelo Papa Francisco!

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